Fracasso ou sucesso...
Tendo na vida profissional, actuado
muito na gestão, planeamento e programação de trabalho, muitas vezes questionei
onde e como alcançar o sucesso do que era proposto desenvolver. Não havia
formação ou trabalho, em que não ouvisse dizer, ser o fracasso algo inevitável,
andando o mesmo de mãos dadas com o sucesso, integrado no crescimento e desenvolvimento
pessoal, numa envolvência de tentativas e erros.
É comum, a maioria de nós sentir-se diminuído, perante algo que não correu bem e que, não obtendo o sucesso desejado nos conduziu ao fracasso. Ora, se alguns desses fracassos o diminuem, olhe-os "de frente" e trabalhe-os da melhor forma.
Não sou um "expert" na matéria, nem me quero sobrepor a quem melhor analise estes comportamentos. O que quero dizer, é que o fracasso não tem de ser necessariamente avaliado, como um ataque ao nosso desenvolvimento, nem sobre a acção por nós desenvolvida.
Tenhamos a certeza que uma forma construtiva de avaliar "o não sucesso ou fracasso", é manter um distanciamenteo saudável dos mesmos. Avaliar sim, as nossas acções e estratégias, e principalmente algumas das nossas atitudes, mas de modo que saibamos executar e manter uma perspectiva construtiva, tendo sempre presente o aspecto positivo de nos superarmos numa próxima oportunidade. Se algo não corre bem uma vez, correrá melhor na próxima se a isso nos dedicarmos. Devemos estar atentos, não deixar que o fracasso seja levado ao extremo quando não cumprirmos objetivos de vida, pessoais ou profissionais. Nota-se em nós uma obsessão de virmos a fracassar na grande maioria das tarefas que pretendemos realizar, prioritárias ou não, actuando como se tudo o que fazemos tivesse de ser perfeito, considerando o "fracasso" como uma derrota pessoal.
Para leitura e reflexão deixo-vos um texto de um autor desconhecido, que ajuda à análise do que atrás referi:
- Um velho carpinteiro, decidiu contar ao seu chefe, os planos de largar o serviço de carpintaria e de construção de casas, para viver uma vida mais calma com a sua família, aposentando-se.
O dono da empresa sentiu-se, ao saber que perderia um dos seus melhores empregados e pediu a ele, que construísse uma última casa como um favor especial.
Embora algo contrariado, logo agora que estava para ser aposentado, o carpinteiro consentiu, mas era fácil notar que o seu coração e os seus pensamentos não estavam concentrados neste seu últímo trabalho... Como se estivesse zanagado, ele não se empenhou no serviço e utilizou mão de obra e matéria prima de qualidade muito inferior.
Foi esta uma maneira lamentável de encerrar a sua carreira.
Quando o carpinteiro terminou o trabalho, o construtor veio inspeccionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro e disse:
- Esta é a sua casa, é o meu presente para você, como final da sua carreira!
Que choque! Que vergonha! Se o carpinteiro soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente, utilizando o melhor que sabia e os melhores materiais, não teria sido tão relaxado.
Agora iria morar numa casa feita de qualquer maneira e sem gosto.
Assim acaba por acontecer connosco. Construímos nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais que agindo, desejando colocar menos do que procurar o melhor. Acontece muitas vezes não empenharmos melhor o nosso esforço e dedicação, então, depois em choque, olhamos para a situação que criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos. Pois é, se tivessemos a noção clara disso, teríamos feito diferente.
Pense como sendo este carpinteiro. Pense sobre a sua casa. Cada dia você martela um prego novo, coloca uma armação ou levanta uma parede. Mas faça-o sabiamente.
Mesmo que tenha somente mais um dia de vida, esse dia merece ser vivido graciosamente e com toda a dignidade.
" A sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado. A sua vida de amanhã será o resultado das atitudes e escolhas que você fizer hoje "
(texto próprio, escrito à margem do novo acordo ortográfico, publicado no Pataias à letra de maio 2018)